Esta semana o meu filho mais novo começou a primeira classe, ou como se diz na escola onde os meus filhos anda, ingressou a “Primeira Vez”.  O entusiasmo dele tem sido grande, mas também me contou que se sentia nervoso e tivemos conversas muito interessantes estes dias. Uma das conversas foi por causa de uma pequena história que o professor tinha lido na escola. Também entregou uma pequena folha aos meninos, mostrando que tinham refletido sobre a história durante o dia e servindo de convite para lermos novamente a história em casa.

O Professor Paulo já foi o professor do meu filho do meio há dois anos. É uma pessoa de uma dedicação muito especial que presta atenção aos pequenos pormenores que fazem toda a diferença. Confia nas competências inatas e no processo de desenvolvimento das crianças, tendo muita paciência pelo caminho. Temos sorte, sim.

A história que o professor partilhou com as crianças, e com nós pais, teve um impacto muito positivo no meu filho.
Como tenho recebido imensas mensagens de mães (também em nome dos pais, espero!) que me contactam ansiosas por causa das dificuldades que elas, e os filhos, estão a experienciar estes dias, lembrei-me de partilhar a história aqui. E também porque gosto muito da história.

“Um beijo na mão”
Era uma vez um guaxinim chamado Chester, que vivia na floresta com a sua família.
Chegou o mês de Setembro e a escola estava quase a começar. Mas o Chester não queria ir para a escola! Ele gostava tanto, tanto da sua mãe, que não queria separar-se dela… por isso andava triste e assustado, com a ideia de que o dia de ir para a escola estava mesmo quase a chegar.
A mãe explicou-lhe que a escola era muito bonita e a professora muito amiga, mas não adiantou nada, o Chester continuava triste e preocupado!
Até que chegou o grande dia e a mãe, ao vê-lo triste, contou-lhe um segredo muito antigo, chamado “um beijo na mão”. Abriu-lhe a mãozinha e beijou-a carinhosamente. O Chester sentiu o calorzinho do amor da mãe, que subiu da mão para o braço e do braço para o coração e ficou logo a sentir-se melhor. “Quando estiveres triste ou assustado, encosta a mão à tua cara e verás que logo ficas bem!” disse-lhe a mãe.
E assim foi, o Chester foi para a escola contente e tudo lhe correu bem, pois sabia que podia separar-se da sua mãe, mas o amor dela estava sempre no seu coração!

E vitória, vitória, acabou-se a história!

Com desejos de uma ano lectivo divertido, tranquilo cheio de aprendizagens e muita paciência- para mães, pais, professores, cuidadores e alunos! /Mia

Nota!
Pesquisei a história original para dar o devido crédito e aqui está:
A Kissing Hand for Chester Racoon, de Audrey Penn com ilustrações de Barbara Leonard Gibson

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